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Entrevista – ProdOps e PRE: A Revolução Silenciosa na Gestão de Produtos Digitais

ProdOps é mais do que uma metodologia – é uma filosofia que transforma como produtos digitais são criados e entregues. Em uma conversa com Christiano Milfont, especialista no tema, exploramos como o ProdOps conecta produto, engenharia e arquitetura para reduzir o Time to Market e trazer agilidade sem comprometer a qualidade. Será que sua empresa está pronta para abraçar essa revolução?

Considere um mundo onde produtos digitais são entregues sem atrasos, onde as equipes trabalham de forma sincronizada, com autonomia total para criar, experimentar e lançar suas soluções diretamente para os clientes. Parece um sonho? Não para Christiano Milfont, um dos maiores especialistas em Product Operations (ProdOps) no Brasil. Durante nossa entrevista com ele, ficou claro que isso não é só o presente – é o futuro inevitável para empresas que querem sobreviver e prosperar na era digital.

Milfont foi direto: “ProdOps não é só mais uma metodologia. É a chave para destravar o verdadeiro potencial de uma organização.” E aqui está o ponto central: ProdOps não é uma ferramenta, é uma filosofia. Uma filosofia que está transformando como produtos digitais são criados, entregues e escalados. É algo que muda radicalmente a maneira como uma organização opera, garantindo que cada etapa do desenvolvimento seja orientada por um propósito claro.

Se você já conhece metodologias ágeis como Kanban e DevOps, pode pensar que o ProdOps é só mais uma camada. Mas, como explicou Milfont, “ProdOps é sobre habilitar a boa gestão e execução. Ele conecta a engenharia, a arquitetura e os processos necessários para validar hipóteses de forma rápida e incremental.” O que isso significa? Que o ProdOps encurta o tão desejado Time to Market, o tempo entre a ideia e a entrega ao cliente, algo essencial para qualquer empresa que deseja se destacar no mercado.

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O diferencial do ProdOps está em sua capacidade de fazer as engrenagens das equipes trabalharem em perfeita sincronia. “As equipes podem promover suas aplicações diretamente para seus usuários,” diz Milfont. “Elas decidem quando, como e para quem entregar, sem perder de vista a cultura, papéis e políticas de cada companhia.” Autonomia, sincronização e independência. São esses os ingredientes que tornam o ProdOps indispensável para empresas que buscam agilidade sem sacrificar qualidade.

Durante a entrevista, ficou claro que o ProdOps não substitui as metodologias tradicionais, ele as eleva. “O Product Manager está lá para construir o Roadmap, mas o ProdOps garante que esse Roadmap reflita a realidade da organização,” afirmou Milfont. “Seja uma mudança no negócio, um novo entendimento sobre o cliente ou um desafio tecnológico, o ProdOps ajusta a rota para que o resultado esperado seja atingido.”

E o que dizer de empresas que sentem que seus projetos estão fora de controle? Prazos perdidos, entregas desalinhadas com as expectativas de mercado… O ProdOps resolve isso alinhando tecnologia e negócios, garantindo que cada decisão seja baseada em dados e análises de desempenho contínuas.

Milfont compartilhou uma história de sucesso de 2019, quando enfrentou um grande desafio trabalhando com uma das maiores varejistas do Brasil. “Naquela época, eu mal sabia o que era ProdOps, mas sabia que precisava de algo novo.” Ele e sua equipe começaram a implementar a filosofia do ProdOps, e o resultado? “Foi transformador,” disse ele com entusiasmo. “Conseguimos organizar todas as frentes da empresa, do marketing à engenharia, e acelerar nossas entregas como nunca antes. O ProdOps foi o motor que conectou essas partes de forma harmoniosa.”

Milfont foi enfático: “O futuro pertence às empresas que entenderem que ProdOps não é uma moda passageira.” Empresas que ainda não adotaram essa abordagem estão perdendo terreno para concorrentes que já compreenderam o poder dessa transformação. “Empresas que não adotarem ProdOps vão continuar sofrendo com o alinhamento entre tecnologia e negócios,” afirma ele.

Um ponto fascinante que surgiu na nossa conversa foi a evolução do Site Reliability Engineer (SRE) para o Product Reliability Engineer (PRE) no framework do ProdOps. Segundo Milfont, faz total sentido: “O SRE mantém os sistemas funcionando, enquanto o PRE garante que o sistema esteja alinhado com a visão de produto.”

Além disso, Milfont destacou que o ProdOps não exige uma equipe gigantesca para ser implementado. “Com o modelo ProdOps Solo, você pode começar com apenas um Tech Product Manager ou PRE.”

Para Milfont, o ProdOps é a base que impulsiona as empresas mais inovadoras do mundo a alcançar novos patamares. Ele conecta produto, engenharia e arquitetura de forma fluida, trazendo agilidade, autonomia e, acima de tudo, resultados reais.

Em suas palavras: “No final, ProdOps é sobre conectar pessoas e processos para que o valor seja entregue da forma mais eficiente possível.” A revolução já começou, e a única pergunta que resta é: sua empresa está pronta para abraçar o ProdOps e garantir o futuro de seus produtos? Porque, uma coisa é certa — quem hesitar, ficará para trás.

Sobre o Convidado

Christiano Milfont é um dos principais especialistas em Product Operations (ProdOps) no Brasil, com mais de 25 anos de experiência na concepção e desenvolvimento de produtos digitais.

Atualmente, atua como Trusted Tech Advisor, liderando iniciativas de transformação digital e otimização de processos. Além disso, Milfont é um palestrante ativo em eventos de tecnologia e gestão de produtos, onde compartilha insights valiosos sobre ProdOps e práticas de observabilidade.

Ele mantém uma forte presença na comunidade de desenvolvimento, contribuindo para projetos open source e disseminando conhecimento por meio de artigos e mentorias.

Sua abordagem inovadora e prática tem ajudado diversas empresas a alinhar tecnologia e negócios, acelerando o time-to-market e garantindo entregas de alto valor para os clientes.

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