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Entrevista – Liderança Sem Fronteiras: A Força da Diversidade Cultural e da Colaboração Global

Na era da globalização, liderar equipes multiculturais vai além de gerir pessoas – é sobre conectar mundos. Em uma conversa inspiradora, Justin Cawood compartilha como a diversidade cultural pode transformar empresas, superar desafios e criar oportunidades únicas. Descubra insights sobre liderança consciente, colaboração global e o futuro das equipes multiculturais na tecnologia.

Quando mentes brilhantes de diferentes culturas se encontram, o impossível deixa de ser uma barreira. Mas como transformar essa diversidade em uma força imbatível para o sucesso? Para Justin Cawood, liderança multicultural não é só sobre gerir pessoas – é sobre conectar mundos.
Tivemos a oportunidade de conversar com Justin Cawood, um executivo global experiente, que compartilhou sua jornada, aprendizados e perspectivas sobre como a diversidade cultural transforma empresas e cria oportunidades únicas. O que ele revelou é um guia para líderes que buscam navegar com sucesso nesse cenário desafiador e recompensador.

“Em 2009, percebi que cada país em nossa empresa estava trabalhando nos mesmos projetos e desafios,” começou Justin Cawood, descrevendo como sua jornada na indústria de tecnologia o levou a trabalhar com equipes multiculturais. “Então, sugeri trabalharmos juntos, e isso evoluiu para uma iniciativa global com uma equipe global. Em um ponto, tínhamos membros nos EUA, Brasil, Malásia, Reino Unido e África do Sul.”

Esse início marcou o começo de uma jornada rica em aprendizados e desafios. Quando perguntado sobre as diferenças culturais mais marcantes que encontrou, Justin destacou: “Profissionalmente, eu diria que é o nível de assertividade. Algumas culturas são assertivas e outras são mais reservadas. Por exemplo, os brasileiros são, provavelmente, as pessoas mais inteligentes e capazes com quem já trabalhei. Ainda assim, são como um segredo bem guardado – reservados e pouco assertivos.” Ele acrescenta que isso exige liderança consciente. “É preciso extrair suas ideias e contribuições de forma proativa.”

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Além disso, ele destacou diferenças culturais curiosas relacionadas a férias, hábitos alimentares, expressões e até obsessões nacionais. “Esses detalhes tornam o trabalho multicultural fascinante e desafiador ao mesmo tempo.”

Quando perguntamos como ele adapta seu estilo de gestão para trabalhar com equipes de diferentes origens culturais, Justin enfatizou a importância de evitar expressões idiomáticas. “Tento evitar expressões porque geralmente não são conhecidas fora do país onde são usadas. Elas podem causar confusão ou mal-entendidos.” Ele também mencionou outra prática essencial: “Eu sempre pergunto aos mais quietos o que pensam – eles normalmente têm as melhores ideias.”

Os desafios em liderar equipes multiculturais são inevitáveis, mas Justin apontou um problema recorrente: mal-entendidos. “É muito importante repetir o que foi ouvido ou entendido para evitar confusões,” disse. Outro desafio significativo, segundo ele, é evitar competitividade entre países. “Há tanto esforço para dominar ou subjugar por país. Isso é trágico. Existe uma grande oportunidade de unir mentes brilhantes de todo o mundo, mas é necessário que a liderança incentive essa integração diversa.”

Por outro lado, as recompensas de liderar equipes multiculturais são profundas. Ele compartilhou com entusiasmo: “Encontrar talentos escondidos incríveis é uma das melhores partes. Construir amizades multiculturais, aprender sobre diferentes culturas, comidas e bebidas – isso é inestimável.” Ele também destacou as oportunidades de viajar e experimentar novos ambientes: “Conhecer as paisagens, as pessoas e suas tradições é extremamente enriquecedor.”

Sobre como as empresas podem preparar melhor seus colaboradores para ambientes multiculturais, Justin foi direto: “Primeiramente, as empresas precisam quebrar os silos entre países. Em segundo lugar, precisam socializar os funcionários de diferentes países. Quando as pessoas se conectam em um nível pessoal, elas aprendem a apreciar e valorizar as culturas umas das outras. Isso resulta em trabalho conjunto mais eficiente e em resultados incríveis.”

Ele também destacou aspectos únicos dos brasileiros no ambiente multicultural. “Como já mencionei, os brasileiros são, provavelmente, os profissionais mais informados e esforçados com quem trabalhei. As melhores empresas do mundo valorizam isso. Além disso, os brasileiros trazem um elemento muito pessoal para os negócios. Eles realmente se preocupam com as pessoas. Essa é uma qualidade essencial para o sucesso a longo prazo, pois é a base da confiança.”

Por fim, discutimos o futuro das equipes multiculturais na indústria de tecnologia. Justin acredita que as empresas precisam de maturidade corporativa para alcançar equipes verdadeiramente diversas. “As empresas precisam ir além da dominação de um país. Equipes multiculturais devem ser montadas com base em habilidades, conhecimento e experiência.” Ele também enfatizou que, apesar do trabalho virtual ajudar, a conexão social é essencial: “A confiança é fundamental para o sucesso de equipes multiculturais. Empresas maduras vão aproveitar o talento global e fomentar conexões pessoais e virtuais.”

Essa conversa mostra que liderar equipes multiculturais não é apenas sobre superar desafios, mas também sobre abraçar oportunidades. A diversidade cultural oferece força, inovação e um nível de colaboração que pode transformar empresas. The Futurevista continua trazendo histórias e insights de líderes que estão moldando o futuro da tecnologia e das organizações globais.

Sobre o Convidado

Justin Cawood é um executivo global com mais de uma década de experiência liderando equipes multiculturais em projetos inovadores. Reconhecido por sua abordagem visionária e prática, Justin acredita no poder da diversidade cultural para impulsionar resultados extraordinários. Ao longo de sua carreira, ele trabalhou com profissionais de países como EUA, Brasil, Malásia, Reino Unido e África do Sul, promovendo a colaboração global e conectando mentes brilhantes de todo o mundo. Sua paixão por construir equipes fortes e resilientes faz dele uma referência em liderança multicultural.

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